Parabéns

PRÓLOGO

Quando “todo mundo” insiste ou repete demais sobre algum estereótipo, eu sempre acabo achando que é mentira. Por exemplo, (exemplo batido) não é todo nerd que é virgem, toda a loira que é burra ou todo mundo que ama cheddar… –  e esse definitivamente não foi um bom exemplo, óbvio que é todo mundo. Aliás,  conceito de “todo mundo” já é bem complicadinho por si só, quem cabe, quem não cabe? Enfim, o que eu quero dizer é que, mesmo eu sempre achando que é mentira, nesse caso, era absolutamente verdade.

Aquilo era um acampamento de gente louca; sério, em um evento social de bermuda e Havaianas? Com um CPU embaixo de um braço e uma sacolinha de brindes na outra? Rolava tudo;  videokê, jogo, palestra, gordo no chão. Só não “rolava” no sentido fatale da coisa – nada de climão maneiro, nada de mina pira, nada de nada. Um galpão gigante, onde era possível baixar qualquer coisa, ou conversar com qualquer um – desde que, online – porque a maioria preferia manter a segurança de sua bolha (quase falei todo mundo).

A Campus Party inside é formada por bancadas. Quando você chega, escolhe uma ao léu e o lugar  acaba sendo seu pelo resto da semana (e define o seu “eu” é a mesa de refeitório dos filmes americanos). Como ainda há magia no mundo, nós escolhemos ao “léu”  bancadas uma em frente a outra. Magia sim, afinal eram milhares de pessoas e eu ainda não sei como ele foi parar no espaço rosa de “mídias sociais” (no meu caso é mais óbvio). Bom, estávamos lá, um de frente para o outro – para ser mais exata um de costas para o outro, a 2 metros de distância – e é óbvio que não nos notamos e que ninguém tirou a cara do computador. Até que, via web-sua-linda, nos encontramos. Poderia contar essa parte, mas dá pra ver ela aqui (vergonhosa) – e para quem não tem saco: envolve uma twitcam feita para falar groselha, um twitter e uma cantada furada. Enfim, nos notamos. Não que tenha mudado alguma coisa, porque ambos continuamos com as caras enfiadas no computador – porém – dando “oi” pessoalmente nos intervalos, e cumprindo as convenções sociais corretamente, do tipo pequenos diálogos, sabe?

Fim de festa, cada um recolheu seu computador e foi embora – e assim poderia ter acabado sem começar.  Mas, e sempre tem um mas,  esse texto não foi feito para acabar em um tchau na bancada.

Voltei para o Rio Grande do Sul (eu comentei que o evento era em São Paulo?), me formei, comecei uma pós, mudei de cidade, entrei no primeiro emprego – coisinhas consideráveis para um ano – e ele, bom, não tenho acesso ou registros dessa parte da história (e dependendo o conteúdo, me abstenho, obrigada). Mas (mas de novo) de alguma forma, acabamos mantendo contato. Primeiro via mídia 140 caracteres, depois via facebook (que já é muito mais íntimo – óóó), teve uma conversa via skype cômica; munida de vodka, moscatel e pijamas,  umas DM’s da meia noite (essas tem valor simbólico) e algumas ligações bêbado/bêbada. Basicamente foi isso.

AGORA COMEÇA

Sabe aquela teoria dos “opostos se atraem”? Tem uma contra-teoria (não sei se é exatamente uma contra-teoria, contra-lei, mas é alguma coisa) que diz que “os opostos se atraem – mas – os iguais permanecem” e eu gostaria de salientar que não levo fé em nenhuma das duas – nem tanto ao céu, nem tanto a terra.

Ele fala os mesmos idiomas que eu, português de 140 caracteres, inglês com desenvoltura depois de uma cerveja, Super Nintendo, livro-bést-seller-morro-se-não-ler e pós-graduação que acaba com a vida social; além de outras línguas que eu definitivamente não entendo – tipo o japonês, Neon Genesis Evangelion e Joomla (que pra mim é nome de cachorro, pra ser mais exata, desse cachorro). Também tem horas em que ninguém se entende; tipo (tipo) as “gírias” aqui do sul ou os “termos do meio” (essa é quando ele desata falando de programação ou fotografia e eu preciso demonstrar todo o meu intereszZz…). Não sei se isso já seria o suficiente para manter o equilíbrio natural mundial que faz os casais ficarem juntos.

DEVANEANDO

Em uma experiência cientifica introduziram em uma sala um bacharel em ciência da computação e uma jornalista. Ela deixou ele completamente tonto, perguntando incansavelmente até virar o menino do avesso (e sacudir um pouquinho), ele, depois de algum tempo analisando, conseguiu prever as próximas perguntas, além de traçar um perfil quase-que-um-pouco-certo (na cabeça dele). O resultado foi uma discussão sangrenta por ela ser tão intrometida e ele ter essa mania presunçosa de achar que já processou todos os dados e está a par da situação.

VOLTANDO

Eu não sabia onde queria chegar quando comecei esse texto, e acho que acabei não chegando em lugar nenhum. Especifiquei algumas coisas não tão necessárias, pulei algumas essenciais, e definitivamente usei parênteses demais – mas – não terminei ainda; e, a propósito, não é que eu tenha dificuldade em me expressar via texto, é apenas que, o fruir-fluir é meio complicado; acho que alguém devia me balançar pelos ombros “DESEMBUCHA”; como a ocasião faz o ladrão, possibilidades pró-prolixidade e a oportunidade de exacerbar o léxico em caracteres não pré-determinados me seduz, como seduz.

Uma vez, eu descobri sozinha – mas me já me disseram também – que relacionamentos à distância definitivamente não funcionam. Algumas pontes aéreas e escalas terrestres depois, acho que é mentira. Pode não funcionar pra todo mundo (oi de novo “todo mundo”) – mas, para alguém precisa dar certo. Igual o bilhete dourado – e sim, eu sei que é cedo para comparar esse namoro com uma visita a fábrica Wonka – fato é que: em algum momento, para alguma pessoa vai ter que dar certo, e sim, posso usar o senso comum e discordar dele sempre que me convir.

Entre templos budistas, opções inesgotáveis de IM e fazendinhas no fim do mundo, achei a vontade de fazer dar certo. Eu e as outras Andressas em mim, que surtam na mesma proporção que ostentam maturidade e segurança (e as que também não sabem a quem exatamente destinar esse texto, se a vocês, a mim mesma ou a ti).

Então, mesmo depois dessa enrolação esquisita, Toshi, o que eu queria dizer cabe em três palavras:

 Parabéns pra você!

(há, não foi dessa vez ;)

 

When we both sing…

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10 pensamentos sobre “Parabéns

  1. Em minha defesa: Prazer, sou o William (Toshi). E eu fiquei na parte de Mídias Sociais na Campus Party porque as outras áreas nao me agradavam. Infelizmente era a área de cor rosa :-/

    Tem como ser mais fofa? (Na verdade tem, o final podia ser melhor e tal..)

    Linda. Aguarde o meu entao.

  2. Andressinha que bom que tu continua escrevendo! Mesmo que só nas mortes de santo…
    Vêm com o corpinho aqui para Caxias que as bésts precisam conhecer!
    Adorei o texto :) Saudades mil aqui :*

  3. “…fato é que: em algum momento, para alguma pessoa vai ter que dar certo, e sim, posso usar o senso comum e discordar dele sempre que me convir.” Ameiiii.

  4. hahahahahahahah…
    ADOREIIIIII…
    E tava achando que era o Toshi escrevendo, até relevei a parte do “para ser exatA” e continuei achando que era ele!!! Vcs realmente sao muito parecidos, porque nunca encontrei uma pessoa que escreve parecido a mim!
    Bom, linda história.
    Felicidades primos!

  5. concordo com teu bofe, o final deveria ser diferente hahahaha. Porque eu li tudinho, amando tudo e esperei pelo final mais amado de todos. Sua chata. Mas teu blog é bom, sabes o quanto eu gosto. Outras pessoas poderiam apenas espelhar-se nele e não copiar. Enfim, é a vida. Beijos feiosa!

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