o que eu sei sobre irmãs mais novas…

[tweetmeme source=”A Likeable Blog…” only_single=false]Hoje, especialmente hoje, 12 de maio, eu vim aqui dividir uma experiência aterrorizante/memorável/unica: ser irmã mais velha. Escolhi esse dia em especial porque exatamente 12 anos atrás (quando eu tinha 9 anos de idade) eu estava perdendo o meu “reinado de filha unica” para uma pequena taurina com a “guela” de três gralhas juntas – a MARINA.

A Nina sempre foi uma menininha calma para “olhos alheios” – se escondia das visitas, não dava “oi ” para as pessoas na rua, não interagia com as crianças saltitantes do parquinho. “Que coisa mimosa” eles diziam “mas como é calminha, que anjo“! E é aí que as coisas começaram a complicar…

Mal sabiam eles que aquele “bebê chá de camomila” era uma terrível pestinha gritante, um pequeno monstrinho de timbre super agudo que revelava sua face maligna quando ficava em casa comigo. A adaptação não foi fácil, tive que acordar bem mais cedo, perder meus programas de TV para os Teletubbies e dividir o posto de “princesa da casa” – tive que aturar visitas que não eram para mim, abrir presentes que não eram meus (como a Marina era burra, nem isso ela sabia fazer!) e talvez o mais traumático: ver minha coleção de Barbies  se transformar em “mordedor” além de receberem tratamento capilar feito à  base de saliva, éca!

A Nina foi crescendo e as diferenças se acentuaram – apesar de todo mundo dizer que estéticamente somos iguais (ambas discordamos). A Marina odeia quase tudo o que eu adoro – não sei se foi para virar a “queridinha da mamãe” mas fato é que desde pequena ela tem pavor de tudo que é rosa ou tem laços, odeia saias e babados, tem úlcera de pentear cabelo e deusolivre sugerir que ela passe um gloss.

Desenvolveu muitas habilidades para me “vencer” – treina incansávelmente no vídeo-game para ser a “melhor” no Super Mário (pobrezinha…), foi fazer teclado, assim como eu fazia quando mais nova (tudo bem Nina, se continuar fazendo tu vai ser a melhor…) desenvolveu uma capacidade absurda para desenhos (admito, desenha muito para a idade dela) – mas a nossa competição favorita é o grito, vou te contar, lá em casa o páreo é duro. (aliás, os vizinhos a-d-o-r-a-m)

Começamos a nos “entender” um pouco melhor quando chegou o Klaus (irmão nº3) já que nem uma nem outra era o “bebê” da casa, começamos a trabalhar juntas em tentativas de suborno e acobertamento.

Hoje, nos 12 anos da Marina (sim, me sinto uma avó) eu vejo como as coisas mudaram (apesar de nossas brigas ainda constantes) – morro de orgulho daquela fedelhinha lendo igual a uma condenada, aumentando a coleção de gibis da Mônica, e da estante cheia de livros e quadrinhos. Esse ano, por exemplo, ela dedicou a terminar a saga Harry Potter (que ela começou no fim do ano passado). Adoro o fato de ela não escutar Restart ou Cine e de não se render a “Mileys Cirus e Disneys Channels teans singers…” – sabe, até que as coisas não foram tão ruins assim…

Nina, a mana te ama tá? Feliz aniversário!

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