Crise de dia das mães

[tweetmeme source=”A Likeable Blog…” only_single=false]Criar um post de dia das mães é  uma tarefa Herculana – talvez um dos poucos momentos na vida de “blogueira” em que não produzimos pensando em leitoras, produzimos pensando em nossas próprias vivências.

Como expressar a importância de uma mãe? (não de qualquer mãe, da MINHA mãe)

* Dando dicas de presentes?

* Mostrando mães modelos famosas com suas crias?

* Colocando uma foto dela e agradecendo por tudo?

Todas as hipóteses possíveis começam a parecer realmente “fúteis e inúteis” quando eu penso que a pessoa que eu mais quero que leia esse post é a minha mãe.

Como mostrar para uma mãe  o quanto ela é importante (parece piegas, eu sei) em um post de um blog que fala de maquiagem, sapatos e comportamento?

Como mostrar que a filha dela tornou-se uma adulta íntegra e séria que não tolera sertanejo?

Como mostrar que eu ainda tenho crises de pré-adolescente e uso pantufas de porco, mas que li o livro do Bourdieu inteirinho e estou montando um trabalho de TCC?

Quero uma forma bonita de pedir desculpas por não estar com ela nos últimos 4 “dias das mães” – e quero que isso ao menos aparente ser certo: “Eu estou longe – porque eu estou crescendo e aprendendo e me tornando uma pessoa melhor.”

Eu não tive como levar café da manhã na cama, o que livrou ela de comer bolachas com patê e azeitona + Coca-Cola (eu achei uma ótima idéia quando tinha 8 anos), mamãe também foi poupada da minha veia artística, que insistia em representar ela e todo o meu amor atráves de glitter, macarrão, feijões echumaços de algodão.

Diante dos presentes fiasquentos que mamãe adorava, não devia ser tão difícil assim escrever um texto. “Por favor Andressa, você faz jornalismo! Escreve uns 3 textos por dia, mantém esse blog a séculos, você respira escrita!” – BUÁÁÁÁÁ como é que pode ser tão difícil?

Protelei essa postagem infinitamente, tomei banho, provei roupas, terminei um livro. Fui comer, brinquei com o cachorro, coloquei a fofoca em dia, falei no telefone – e esse texto bendito aqui, me esperando. “Você VAI ter que me escrever…

Achei mesmo que ia “fluir” mais fácil – eu ia chegar aqui e falar o quanto eu sinto orgulho da minha mãe, ia mostrar o quanto o blog dela é legal, ia dizer que a-amo-mais-que-tudo-no- mundo, e a parte mais importante:

Ia dizer que ela está perdoada!

(por me fazer dividir ela não uma, mas duas vezes, com pequenos monstrinhos que ela insiste em dizer que são meus irmãos).

Já que desandei a falar, vou dizer que acho a minha mãe linda – mesmo quando ela insiste em sair de abrigo. E que respeito a opinião dela, mesmo quando fico horas me arrumando para ela dizer que “quem é bonita mesmo pode estar de calça jeans e camiseta“.

Além disso, preciso falar escrever que: certas coisas nunca mudam!

Quando as pessoas falam coisas das quais eu não tenho certeza ainda penso “vou perguntar para a minha mãe“.

Cada vez que eu “apronto” uma aqui, a 800km de distância, a bola de cristal (vulgo sexto sentido de mãe) apita lá, e em uma ligação ela descobre tudinho. (COMO PODE?)

E quando a situação aperta, no auge dos meus 21 aninhos, eu ainda penso: Eu quero a minha mãe!

Este ou esse (piada interna) post é obviamente dedicado á mamãe Cris – que deve estar de cabelo em pé com os supostos erros de português/concordância que só são notados por ela e outras 4 pessoas no Brasil que decoraram dicionários de gramática.

Mas para quem já aceitou azeitona com Coca-Cola no café da manhã, esse presente não pode ser tão ruim assim! Mamãe, te amo

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10 pensamentos sobre “Crise de dia das mães

  1. Minha filha querida ( nº 1),
    Agradeço as palavras de carinho, também te amo muito. E fico feliz em ter te “apresentado” ao Bourdieu aos 21 anos. Afinal, o quanto antes nos situarmos na linguagem do mundo menos tempo perderemos com ilusões. Sinto orgulho de não ter criado para casar e ter filhos (apesar de que ser mãe é muito bom, juro!) e sim para ser FELIZ. Claro que: com juízo! Mesmo sendo adepta aos “abrigos” jamais deixarei de ler todas as tuas perfumarias jornalísticas. Mãe é mãe! Certo? Faz parte do kit “limpar bumbum sorrindo”. (heheheh)
    Grande beijo, muitas saudades!

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