Visionismo? WTF?

A semana de moda em Paris é a mais digna das semanas moda. Se não for a mais importante, no mínimo é a mais deslumbrante. A que mais apresenta idéias, novidades, tendências, o centro mundial fashionista do crème de la crème.

Nunca gostei de pessoas que criticam a runway. Sabe quando aparece uma peça um pouco mais “exagerda” e salta o leigo do seu lado:

– Nossa, mas quem é que vai usar um troço desse?! 

E vai você com a maior calma do mundo:  -Não, não é isso o que vai para a loja. A passarela mostra as tendências “exageradas”, é só pra ter uma noção…

Pois então. Hoje eu resolvi me dar ao direito de ser uma leiga!

Mesmo adorando Paris, grife, croissant e tudo o mais o que envolve a magnífica semana que nós estamos vivenciando, em alguns momentos eu pensei:  – Nossa, mas quem é que vai usar um troço desse?! 

É minha gente, aja percepção e visualização pra entender alguns dos looks daquela passarela.

Começando com a Comme des Garçons, eu não sei muito bem o que a estilista Rei Kawakubo tentou “maximizar” – foram alguns vestidos meio “nuvem” que pareciam esculpidos em isopor. Um corte que deixa uma modelo de 40kg com uns 70kg. Umas ankle boots que mais pareciam galochas, sem salto e com um bico redondo enorme, fora o look xadrez a lá “Cirque du Soleil”. Foi demais para a minha capacidade de raciocínio.

Também teve um look da Viktor & Rolf que me deu uma pane, achei que a modelo ia despencar da passarela. Tudo bem que é tendência essa coisa de casacos um pouco maiores, com cara de “é do vovô”, mas o tamanho daquilo era um absurdo! Parecia feito para o Pinguim do Batman.  – pelo menos o resto da coleção é bem legal, meio “Lady Gaga”, depois eu faço um post aqui.

Pois bem, seguimos com minha seleção “sou uma leiga não visionária“:  Agora é vez da Vivienne Westwood, lembra que eu fiz um post porque eu tinha adorado a coleção Loyalty 2 Gaia que ela apresentou em Londres? Bom, isso foi até ver alguns looks de Pàrri!

As modelos apareceram com bigodes e barbicha feitos com lápis preto além de batons ultra-vermelhos. As roupas tinham um ar de “oi sou pobre e miserável, me dê uma moeda“, as cores desbotadas, uns lenços “Maria lavadeira”. Talvez eu não tenha captado a essência ecologicamente correta. Bulhufas, não gostei mesmo.

Minha última seleção é da Manish Arora, foi uma tentativa de ar-futurista com cores neon, em um tecido que parecia almofadado, com grafismos feitos com linha e uns apliques que lembram fuxicos (eu tenho um nojo desgraçado de fuxicos!), sem falar naquelas ombreiras Jetsons…

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